Ex-presidente da Geórgia é deportado da Ucrânia para a Polônia

Kiev – O ex-presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, suspeito de tentar derrubar o governo do presidente ucraniano Petro Poroshenko, foi deportado nesta segunda-feira para a Polônia após ser detido em um restaurante de Kiev.

“Em conformidade com as decisões judiciais anteriores, este indivíduo encontrava-se ilegalmente na Ucrânia e, portanto, foi devolvido ao país do qual tinha ingressado à Ucrânia violando a legislação nacional”, afirmou o Serviço Estatal de Fronteiras da Ucrânia em comunicado.

O político de origem georgiana partiu com destino a Varsóvia em um voo charter, segundo informou o canal ucraniano “TSN”. As autoridades polonesas confirmaram a admissão no seu território do líder da oposição ucraniana e ex-mandatário da Geórgia.

O Serviço de Fronteiras da Polônia lembrou que a esposa de Mikhail Saakashvili é uma cidadã de um Estado-membro da União Europeia (Holanda), motivo pelo qual a solicitação de entrada teve uma resposta positiva.

Saakashvili foi detido nesta tarde por homens não identificados com uniforme de camuflagem enquanto encontrava-se no restaurante Suguluni da capital ucraniana, segundo informou aos veículos de imprensa um de seus advogados, Ruslan Chernolutsky.

“Pessoas do entorno de Saakashvili atacaram representantes das forças da ordem. Os guardas de fronteira se viram obrigados a defender-se e fizeram uso da força”, afirmou o porta-voz do Serviço Estatal de Fronteiras, Oleg Slobodyan.

Slobodyan lembrou que em setembro deste ano Saakashvili entrou na Ucrânia cruzando ilegalmente a fronteira da Polônia, motivo pelo qual agora foi devolvido a esse país, em cumprimento da decisão judicial.

O político apátrida, que após abandonar a Geórgia foi governador da região ucraniana de Odessa, se tornou o mais ferrenho opositor do presidente Poroshenko depois que este retirou em julho de 2017 a sua nacionalidade ucraniana que havia sido concedida anteriormente.

Há poucas semanas, o Tribunal de Apelações de Kiev rejeitou pela segunda vez a revisão de sua demanda de asilo político, status com o qual o ex-mandatário pretendia impedir a extradição.

Saakashvili, que protagonizou grandes protestos nos últimos meses para exigir a renúncia das autoridades ucranianas, tinha sido acusado de golpismo e de participar de “organizações criminosas” para derrubar o governo local.

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